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Cidadania

PL da Violência Obstétrica prevê prisão para médicos

Um projeto de lei em debate na Câmara dos Deputados quer punir profissionais de saúde por condutas abusivas ou negligentes no parto. A proposta, que prevê até 15 anos de prisão, enfrenta forte resistência de entidades médicas que alertam para o risco de insegurança jurídica e abandono do SUS.

O que propõe o projeto de lei sobre violência obstétrica?

O PL 1763/2025 pretende transformar em crime condutas consideradas abusivas contra gestantes e puérperas. O texto prevê penas de prisão que variam conforme a gravidade do dano físico ou psicológico causado, podendo chegar a 15 anos de reclusão caso o procedimento resulte na morte da paciente.

Por que entidades médicas criticam o termo violência obstétrica?

Especialistas argumentam que o conceito é subjetivo e pouco técnico. Eles temem que procedimentos médicos padronizados e essenciais para salvar vidas, como cesarianas de emergência ou o uso de instrumentos como o fórceps, sejam interpretados como abuso pela Justiça devido à falta de clareza na lei sobre o que separa a técnica necessária da negligência.

Como a nova lei pode afetar o atendimento no SUS?

Obstetras alertam que a criminalização pode afastar médicos da rede pública. Com o medo de serem presos por decisões técnicas complexas, novos profissionais podem evitar a especialidade. Além disso, os médicos apontam que o Estado falha ao não oferecer um pré-natal adequado, mas quer punir o profissional na hora crítica do parto.

O Código Penal já não prevê punições para erros médicos?

Sim. Atualmente, médicos já respondem civil e criminalmente por atos de imperícia, imprudência ou negligência. Crimes como lesão corporal, maus-tratos e homicídio culposo já são aplicados. Entidades defendem que criar um novo tipo penal específico gera apenas insegurança sem melhorar a segurança das pacientes.

O que é medicina defensiva e como ela prejudica as mulheres?

A medicina defensiva acontece quando o médico evita procedimentos necessários por medo de processos judiciais ou prisão. Se a lei for aprovada como está, decisões rápidas em emergências podem ser retardadas ou alteradas para evitar acusações de ‘violência obstétrica’, o que paradoxalmente pode colocar a vida da mãe e do bebê em maior risco.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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Matéria: Gazeta do Povo

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Gabriel de Melo

Criador, fundador e locutor da Rádio Esperança e também do Blog Palavra de Esperança, tem como objetivo divulgar o evangelho de Cristo par outras pessoas através da Internet por meio dos louvores e da palavra de Deus nas mídias sociais.

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