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Paraná

Porto de Paranaguá lidera crescimento no segmento portuário

O ano de 2026 fecha um ciclo de sete anos que consolida os investimentos na infraestrutura portuária paranaense, com um pacote de novos contratos somando R$ 6,4 bilhões entre recursos privados e provenientes de outorgas para modernização de infraestrutura. Esse aporte massivo amplia a capacidade logística do estado e reforça o papel estratégico do setor no comércio exterior brasileiro, propiciando que o complexo acompanhe o crescimento acelerado da movimentação de cargas.

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Um passo relevante foi a concessão à iniciativa privada do canal de acesso ao porto de Paranaguá — inédita para um porto público no Brasil. A missão está com o consórcio belga-brasileiro Canal Galheta Dragagem, vencedor de leilão na B3. O contrato, firmado para o período de 25 anos, estipula R$ 4,4 bilhões em investimentos, sendo R$ 1,22 bilhão destinados aos primeiros cinco anos para ampliar o calado.

A nova profundidade do canal da Galheta permitirá que navios saltem de 78 mil para 125 mil toneladas de capacidade. Com o canal podendo alcançar 15,5 metros de profundidade, as embarcações carregarão até 14 mil toneladas adicionais de granéis sólidos ou mil contêineres extras por viagem.

Intervenções recentes já produzem efeitos, na avaliação da administração dos portos paranaenses. A conclusão da derrocagem da Pedra da Palangana, em 2024, eliminou um obstáculo rochoso na área de manobra.

Durante 11 anos, uma formação rochosa  travou a expansão do porto de Paranaguá, conforme ressalta o governador Ratinho Junior (PSD), que cita o caso como exemplo da burocracia que prejudica a competitividade nacional. A Pedra da Palangana levou mais de uma década para ser removida, atrasando ganhos de produtividade.

“O porto de Paranaguá esperou 11 anos para retirar esse obstáculo. Cada metro de calado representa 150 carretas a mais por navio. Isso mostra como a lentidão em licenças ambientais pode comprometer a competitividade do país”, criticou Ratinho Junior.

Dragagens anteriores elevaram o calado para 13,3 metros. Em dezembro, o navio MV Minoan Pioneer estabeleceu o recorde de 77 mil toneladas de milho em um único embarque. “São compromissos firmados com as empresas, que passam a contar com garantia jurídica, contratos saudáveis e obrigações e direitos claramente definidos, tanto para quem assumiu os arrendamentos e a concessão quanto para a autoridade portuária”, afirmou o diretor-presidente da empresa Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

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Paranaguá moderniza porto com novo píer e integração ferroviária do Moegão

O porto projeta um novo píer em “T” com quatro novos berços e investimento de R$ 2,2 bilhões. A primeira etapa, orçada em R$ 1,2 bilhão, ocorre em parceria com os terminais PAR 14, 15 e 25, incluindo sistemas avançados de esteiras transportadoras.

Paralelamente, o Moegão, complexo de recepção ferroviária estimado em R$ 658 milhões, tem perspectiva de elevar a capacidade para 24 milhões de toneladas anuais. A estrutura alcança 600 mil metros quadrados e integra a logística ferroviária ao transporte de soja, milho e farelo.

O projeto utiliza uma pera ferroviária para descarregar simultaneamente até 180 vagões em três linhas independentes, eliminando o desmembramento das composições e processando 2 mil toneladas por hora. Quando atingir plena capacidade, a unidade movimentará 24 milhões de toneladas anuais, elevando o fluxo diário de 550 para 900 vagões.

Essa modernização amplia a capacidade operacional em 63% e projeta elevar a participação do modal ferroviário de 15% para 50%. Além de reduzir os custos de transporte em 30%, o projeto do sistema automatizado, que utiliza funis subterrâneos e correias transportadoras, diz que corta as emissões de CO2​ em 73%.

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Portos paranaenses lideram crescimento de cargas no Brasil

Os portos paranaenses registraram o maior crescimento percentual em volume de cargas no Brasil ao longo de 2025, de acordo com a Diretoria de Integração de Modais e Gerência de Portos, vinculada à Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias, com base nos dados fornecidos pelos administradores dos terminais portuários. O montante saltou de 66,7 milhões de toneladas em 2024 para 73,5 milhões em 2025, uma alta de 10,1%.

Este volume supera as previsões técnicas que projetavam tal marca apenas para 2035. Nos últimos sete anos, a Portos do Paraná acumulou um crescimento de 38,16% na movimentação, superando os 29,15% registrados no período anterior (2011-2018).

O porto de Santos, por exemplo, registrou movimentação de 186,4 milhões de toneladas em 2025. Esse volume representa um crescimento de 3,6% em relação ao recorde anterior estabelecido em 2024, quando houve movimento de 179,8 milhões de toneladas.
Nos portos de Santa Catarina foram movimentadas 65,7 milhões de toneladas, que significam um crescimento de 4,78% em relação ao ano de 2024.

Segundo o Órgão Gestor de Mão de Obra do Trabalho Portuário de Paranaguá, o número de trabalhadores portuários avulsos cresceu no litoral paranaense. Em 2025, o Porto de Paranaguá empregou 1.849 trabalhadores, entre estivadores (carga e descarga), conferentes, vigias e arrumadores. O total representa alta de 12% em relação a 2024, quando 1.639 portuários atuaram no terminal.

Moegão e novo píer devem ampliar a eficiência logística do Porto de Paranaguá, elevar a capacidade de descarga ferroviária e acelerar o embarque de granéis para o comércio exterior.Moegão e novo píer são apostas para ampliar a eficiência logística do Porto de Paranaguá, elevar a capacidade de descarga ferroviária e acelerar o embarque de granéis para o comércio exterior. (Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná)

Milho lidera alta das exportações no Porto de Paranaguá

O milho registrou o maior crescimento entre as commodities movimentadas em 2025. O volume saltou de 1.071.474 toneladas, no ano anterior, para 5.094.470 toneladas. A alta chegou a 375%.

Os óleos vegetais também avançaram. A movimentação cresceu 32% e manteve o Porto de Paranaguá como líder nacional na exportação do produto. A celulose apresentou aumento de 16% e o açúcar ensacado avançou 15%.

A soja manteve trajetória de alta. O porto embarcou 14,6 milhões de toneladas no último ano, volume 11% superior aos 12 meses anteriores. Na safra 2024/2025, o Paraná colheu 21,4 milhões de toneladas.

O volume exportado por Paranaguá equivale a 69% da produção estadual. O terminal também escoa soja de estados como Mato Grosso do Sul e São Paulo. Outro produto que fechou o ano em alta foi o farelo de soja: as exportações cresceram 5% e somaram 6,5 milhões de toneladas.

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Movimentação de contêineres bate recorde no Porto de Paranaguá

As cargas conteinerizadas atingiram recorde histórico em 2025. O Porto de Paranaguá movimentou 1.662.370 TEUs, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés. O resultado representa crescimento de 7% sobre 2024, quando o terminal alcançou 1,5 milhão de TEUs.

Grande parte dos contêineres é refrigerada. Paranaguá segue como o maior corredor de exportação de proteína animal congelada do Brasil, com 34% de participação. O porto também lidera a exportação mundial de carne de frango. Em 2025, os embarques somaram 2,8 milhões de toneladas, mesmo volume de 2024.

A carne bovina foi o principal destaque do período. As exportações atingiram 1,2 milhão de toneladas, alta de 46,5%. A maior parte da carga veio de outros estados, inclusive da Região Norte, que escolheram Paranaguá pela eficiência logística. A madeira figurou entre os três principais produtos conteinerizados exportados. O volume totalizou 1,6 milhão de toneladas, crescimento de 0,24% em relação a 2024.

Matéria: Gazeta do Povo

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Gabriel de Melo

Criador, fundador e locutor da Rádio Esperança e também do Blog Palavra de Esperança, tem como objetivo divulgar o evangelho de Cristo par outras pessoas através da Internet por meio dos louvores e da palavra de Deus nas mídias sociais.

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