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República

final da CPMI é “dia da verdade” e pode se estender para sábado

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta sexta (27) que este penúltimo dia de trabalhos do colegiado é o “dia da verdade”, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou, por 8 votos a 2, a liminar do ministro André Mendonça que estenderia a apuração parlamentar por mais 60 dias. Com isso, a comissão terá que apresentar o relatório final até sábado (28).

Inclusive, Viana sinalizou a possibilidade de que, dependendo da duração da sessão do dia, uma nova reunião da CPMI pode ser marcada para o dia seguinte. Ele garantiu que o relatório será lido na íntegra, incluindo eventuais destaques apresentados pelos parlamentares e o debate de deputados e senadores sobre as apurações – que ele prevê levar em torno de cinco horas.

“O mais importante é que essa comissão consiga votar um relatório e entregar ao país uma investigação completa. Pelo que já percebi e já conversamos, pelo menos 60% do relatório tem pontos em comum. Ou seja, a parte técnica da investigação está em acordo em boa parte”, afirmou em relação a uma conversa que teve com líderes partidários tanto da base governista como da oposição.

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Segundo Viana, há uma divergência na questão dos indiciamentos. No começo da semana, em uma fala a jornalistas, o relator da comissão, Alfredo Gaspar (União-AL), sinalizou que pelo menos 228 pessoas serão indiciadas, mas sem citar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), já que os roubos a aposentados e pensionistas ocorreu durante os dois governos.

Ele ainda citou que o documento terá cerca de 5 mil páginas e revelará um esquema de até R$ 40 bilhões em irregularidades. “Pra mim pouco importa se foi de governo A governo B, C, D. O nosso papel aqui é corrigir uma dívida histórica da Previdência Social para com o povo brasileiro”, pontuou.

Em meio às primeiras discussões da sessão, parlamentares da oposição criticaram a decisão do STF de não prolongar os trabalhos da CPMI e acusaram o governo de blindar as investigações, citando casos como o do filho de Lula, Luís Cláudio – conhecido como Lulinha –, a prisão do ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, entre outros.

Por outro lado, parlamentares da base governista tentaram colar a fraude do INSS ao governo Bolsonaro, de que as autorizações para as entidades associativas foram dadas em sua gestão. O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) ainda tentou ligar o esquema com as apurações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master, com o financiamento de campanhas do ex-presidente e de aliados.

“Que tipo de provação nós tivemos aqui, blindagens sucessivas? Os Três Poderes da República conspirando pra acabar prematuramente com uma CPMI exitosa, de sucesso, que a partir do momento que se iniciou colocou 14 pessoas na prisão, peixe grande, que estava chegando no topo”, disparou o senador oposicionista Eduardo Girão (Novo-CE).

O senador ainda rebateu a base governista afirmando que o PT blindou Lulinha, o Frei Chico (irmão de Lula e dirigente de uma das entidades investigadas) e banqueiros. A fala foi emendada pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que acusou o STF de agir em conluio com o PT para derrubar a prorrogação da CPMI.

Mais informações em instantes.

Matéria: Gazeta do Povo

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Gabriel de Melo

Criador, fundador e locutor da Rádio Esperança e também do Blog Palavra de Esperança, tem como objetivo divulgar o evangelho de Cristo par outras pessoas através da Internet por meio dos louvores e da palavra de Deus nas mídias sociais.

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