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Sem Eduardo Bolsonaro, direita articula chapa ao Senado em SP

O plano do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de ocupar de três a quatro cadeiras do Senado com integrantes da família foi frustrado pelas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação à atuação do filho Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos. Ele era o principal nome cotado ao Senado pela direita paulista e a saída do ex-deputado federal deixou um vácuo no partido no ano eleitoral, que terá duas vagas de senadores por estado.

Eduardo, que permanece nos Estados Unidos sem previsão de retorno ao Brasil, deixou o cargo no Congresso e se aproximou do governo norte-americano, de acordo com ele, devido à perseguição do Judiciário brasileiro, principalmente do ministro do STF Alexandre de Moraes. Assim, os partidos de direita e centro-direita passaram a redesenhar os planos para as candidaturas ao Senado em São Paulo. No estado, o apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) é considerado fundamental pelos pré-candidatos, que irão percorrer as cidades paulistas durante a campanha de reeleição ao lado do atual chefe do Executivo estadual.

Nacionalmente, as siglas mais conservadoras almejam conquistar a maioria absoluta do Senado para aprovação de bandeiras da direita, entre elas a abertura de processo de impeachment de ministros do Supremo. A reação do governo Lula ao movimento foi escalar os ministros mais próximos para a disputa nos estados. 

Em São Paulo, o presidente não descarta a possibilidade de lançar nomes de peso do primeiro escalão do governo para a disputa das duas vagas, entre eles os ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB). A composição teria como objetivo formar uma chapa de oposição à reeleição de Tarcísio de Freitas e fazer frente ao movimento de ocupação do Senado pela direita.

A articulação petista acendeu o sinal de alerta na direita paulista, principalmente no PL, que ainda não definiu o nome do pré-candidato ao Senado, substituto de Eduardo Bolsonaro, que perdeu o mandato parlamentar em dezembro pela residência fixa nos Estados Unidos. O União Progressista já lançou a pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública da gestão Tarcísio de Freitas. A direita ainda tem o deputado federal Ricardo Salles (Novo), ex-ministro do governo Bolsonaro, como pré-candidato ao Senado em São Paulo.

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Deputados do PL são cotados como substitutos de Eduardo Bolsonaro na corrida pelo Senado

A menos de oito meses para as eleições ao Senado, o PL ainda não tem um pré-candidato para a disputa pelas duas cadeiras no estado de São Paulo. Para substituí-lo, Eduardo Bolsonaro teria a preferência pelo deputado federal Mário Frias ou pelo deputado estadual Gil Diniz, ambos filiados ao partido.

Frias possui uma relação próxima com Eduardo Bolsonaro e esteve nos Estados Unidos recentemente para participar de um evento ao lado do ex-deputado federal. Em janeiro, o filho do ex-presidente citou o parlamentar como uma das opções da direita ao Senado durante entrevista à CNN Brasil. “Tenho certeza de que se ele tiver o apoio do Bolsonaro, ele vira favorito na hora. Não demora nem um mês, como o Flávio [pré-candidato a presidente], demora uma semana”, disse Eduardo, que ainda descartou “ruídos” na articulação em São Paulo.

Após ser citado, Frias não confirmou a pré-candidatura. Ao contrário, defendeu publicamente a candidatura de Eduardo Bolsonaro como “nome natural para representar São Paulo”. O deputado estadual Gil Diniz, conhecido nas redes sociais como “carteiro reaça”, foi procurado para comentar o assunto, mas não deu retorno à reportagem. 

Já a presidente do PL Mulher de São Paulo, a deputada federal Rosana Valle, é apoiada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para concorrer ao Senado. Ela também tem o aval do governador Tarcísio de Freitas, antigo aliado da parlamentar, que chegou a ser cotada como candidata a vice-governadora na eleição de 2022, vencida pelo atual chefe do Palácio dos Bandeirantes, sede do Executivo paulista.

Valle afirmou que estará à disposição do partido, independentemente da posição que venha ocupar nas eleições de outubro e que a decisão caberá aos líderes do PL. “Penso que tal decisão acontecerá um pouco mais pra frente, com base em critérios que abarquem viabilidade eleitoral, estratégia e o fortalecimento do projeto da direita para o estado de São Paulo e para o Brasil”, declarou à Gazeta do Povo

Oficialmente nenhum deles é pré-candidato ao Senado, o que deve ser decidido pela sigla presidida nacionalmente por Valdemar Costa Neto, com a participação direta de Eduardo Bolsonaro. A reportagem apurou que o presidente da sigla defende a pré-candidatura ao Senado da presidente paulista do PL Mulher. O cálculo eleitoral para a composição da chapa ao governo do estado também deve pesar na decisão. Junto com PSD e MDB, o PL é um dos partidos interessados na indicação do candidato a vice-governador pela reeleição de Tarcísio e sonha até com a filiação do atual governador paulista.

O vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo, chegou a ser cogitado como um dos nomes que poderia representar o PL na corrida ao Senado. O ex-comandante da Rota foi indicado como vice na reeleição do prefeito paulistano, Ricardo Nunes (MDB), por Jair Bolsonaro e mantém uma relação próxima da família do ex-presidente. No entanto, o vice-prefeito já descartou a possibilidade, indicando que prefere permanecer no cargo na capital.

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Derrite reafirma aliança com governador de SP; Salles alerta para risco de pulverização dos votos

O ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite negou o suposto rompimento na aliança com o governador Tarcísio de Freitas, que passou a ser especulado nos bastidores após a exoneração de funcionários da pasta ligados ao deputado federal. Derrite deixou o cargo no final do ano e retornou para o Congresso Nacional com o objetivo de disputar uma das cadeiras ao Senado com o apoio do gestor paulista.

Neste mês, Derrite e Tarcísio se reuniram em Brasília para discutir as eleições deste ano. O pré-candidato ao Senado já havia classificado as trocas na Secretaria de Segurança Pública (SSP) como “naturais” e reforçou o posicionamento no encontro. A Gazeta do Povo apurou que Tarcísio reafirmou o apoio a Derrite para uma das vagas ao Senado pelo estado paulista. Os aliados ainda conversaram sobre a corrida eleitoral à Presidência e como eles podem trabalhar pela eleição de Flávio Bolsonaro como principal nome da direita em oposição ao quarto mandato de Lula.   

Outro nome da direita que já confirmou a pré-candidatura ao Senado é o deputado federal Ricardo Salles. Em entrevista à coluna Entrelinhas, da Gazeta do Povo, o parlamentar do Novo alertou para o risco de divisão dos votos da direita diante da ofensiva do grupo político de Lula na articulação das vagas ao Senado.

“Se o Fernando Haddad for candidato, é um nome competitivo. Pela direita, hoje os nomes mais colocados são do Guilherme Derrite e o meu. Defendo que não se pulverize demais, porque isso pode facilitar a vida da esquerda. E, da minha parte, não retiro minha candidatura”, declarou.

Matéria: Gazeta do Povo

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Gabriel de Melo

Criador, fundador e locutor da Rádio Esperança e também do Blog Palavra de Esperança, tem como objetivo divulgar o evangelho de Cristo par outras pessoas através da Internet por meio dos louvores e da palavra de Deus nas mídias sociais.

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