
O ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), se queixou que o pai seja mantido preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) de Brasília com condenação definitiva. De acordo com ele, a sala de estado-maior seria reservada para “presos provisórios” ou “em trânsito”.
“Essa chamada sala de Estado-Maior tem um nome bonito e sugere tratamento especial, mas as condições mínimas de dignidade não estão sendo garantidas a uma pessoa de 70 anos de idade, com problemas de saúde relevantes, um ex-Presidente da República”, disse Carlos em publicação desta segunda-feira (5) no X.
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Para Carlos, manter o pai na sede da PF em Brasília seria uma violação de direitos humanos, que aproximaria o Brasil de uma ditadura como a da Venezuela.
“Ou escolhemos dias melhores, ou, se lavarmos as mãos, a Venezuela não será apenas o espelho que hoje reflete o Brasil, mas algo muito pior, que uma pessoa decente não deseja nem para os seus piores inimigos”, finalizou.
Melhora nos soluços
Citando pessoas próximas, o jornal O Globo noticiou que Bolsonaro teria melhorado dos soluços e, desde o dia 1º, não teria sofrido mais com crises. Mas se queixa de noites maldormidas e do barulho constante do ar-condicionado.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deu cinco dias, a partir desta segunda para que a PF se manifeste sobre a reclamação da defesa de Bolsonaro de que a sala de Estado-Maior em que o ex-presidente está preso possui ruído alto do ar.
Segundo os advogados, “o ruído persiste sem interrupção, durante as 24 horas do dia, gerando ambiente incompatível com o repouso mínimo necessário à manutenção das condições físicas e psicológicas do custodiado, configurando situação que ultrapassa o mero desconforto e passa a caracterizar perturbação contínua à saúde e integridade do preso.”
Jair Bolsonaro está preso desde o dia 22 de novembro de 2025. Ele deixou a prisão no dia 24 de dezembro, para uma cirurgia. No dia 1º de janeiro de 2026, o ex-presidente recebeu alta do DF Star, em Brasília, e voltou para o cárcere.
Matéria: Gazeta do Povo






