STF condena deputados do PL por corrupção passiva


A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta terça-feira (17) dois deputados e um ex-deputado do Partido Liberal (PL) pelo crime de corrupção passiva. A decisão foi por unanimidade.
Josimar Maranhãozinho (PL-MA), que está licenciado, Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE) foram acusados de cobrar propina para a liberação de emendas.
Outros quatro réus foram condenados e um foi absolvido. Os ministros definirão ainda nesta tarde a dosimetria das penas.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que o grupo teria exigido R$ 1,6 milhão em propina do prefeito de São José do Ribamar (MA), José Eudes, para permitir o repasse de R$ 6,6 milhões em emendas para a saúde do município. Eudes denunciou o esquema.
Na semana passada, a PGR pediu a condenação dos deputados por corrupção passiva e organização criminosa.
O ministro Cristiano Zanin, relator do caso, considerou a existência de provas “robustas” contra os acusados, contudo, rejeitou a acusação de organização criminosa por falta de provas.
“Contra os três parlamentares, há robustas provas orais e documentais, produzidas ao longo da instrução criminal e da instrução processual, indicando que teriam atuado em concertação ilícita para solicitar ao prefeito José Eudes o pagamento de vantagem indevida”, afirmou.
Os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino acompanharam o entendimento de Zanin. O colegiado atua com um integrante a menos desde a transferência do ministro Luiz Fux para a Segunda Turma.
Matéria: Gazeta do Povo



