A captura de Maduro e a soberania dos americanos

Em alguns minutos os militares americanos entraram em solo venezuelano e capturaram o ditador Nicolás Maduro, que foi levado para julgamento nos Estados Unidos. Nesse curto espaço de tempo, a geopolítica mudou, o mundo todo entendeu o recado: ninguém está protegido da maior potência bélica do planeta.
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A China pode oferecer investimentos em infraestrutura, pode cooptar lideranças corruptas, pode fazer promessas de parcerias duradouras, mas não pode fornecer segurança aos seus ditadores aliados. Absolutamente ninguém está seguro contra a CIA e os militares americanos.
Além desse recado, há outro: a Doutrina Monroe está de volta e a América é dos americanos. China, Rússia e Irã não podem tratar o continente como seu quintal mais. O soft power de diplomacia não foi capaz de impedir o avanço desses países do eixo do mal. Mas a mudança de postura com o presidente Trump sim: “Brinque com o perigo e veja o que acontece” (FAFO, em inglês).
Há uma esperança no ar. Os povos americanos sonham com a liberdade, com a democracia. O Foro de SP sofreu um duro golpe e está baqueado, marcando reunião para avaliar o que pode ser feito. O governo Trump trouxe a esperança de volta
A captura de Maduro serviu para dividir o joio do trigo: quem pode ser contra, afinal?! Os tucanos saíram de sua toca imunda para defender o ditador socialista. Quem começa com aquele papinho de que condena Maduro, MAS é contra a “invasão” americana, logo se entrega. Aécio Neves, Eduardo Leite e companhia são e sempre foram linha auxiliar dos comunistas.
Tentou-se de tudo com Maduro, e nada adiantou. Sanções, pressão internacional, ONU, nada surtiu efeito. Eleições fraudadas, tanques passando em cima do povo, e o mundo todo assistindo. Quem fala na via do “diálogo” é um dissimulado, um sonso, um hipócrita. Maduro só compreende uma linguagem, e o governo Trump mostrou qual.
Quem fala em “soberania” e “autodeterminação dos povos” também é canalha. Não há soberania quando o povo é subjugado por uma ditadura opressora. Os “intelectuais” condenam a operação americana enquanto o povo venezuelano comemora nas ruas. Isso é soberania. Maduro tinha uma guarda feita por cubanos: onde estava a soberania dos venezuelanos aqui? A China explorava os recursos venezuelanos: soberania?
Ninguém sabe ao certo os próximos capítulos. A presidente interina já falou em cooperar com os Estados Unidos. Marco Rubio e Trump já deixaram claro que haverá consequências graves se o certo não for feito. Avisaram que quem está no comando são os próprios americanos. Mas as estruturas do Estado venezuelano estão dominadas por chavistas ainda, e é preciso evitar uma guerra civil. É um jogo complicado.
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Independentemente do que vai acontecer daqui para frente, a geopolítica já não é mais a mesma. Ninguém mais considera Trump um blefador, não depois do Irã e da Venezuela. E o presidente já está fazendo ameaças aos governos socialistas de Cuba e da Colômbia. Melhor todos levarem Trump a sério, e entenderem que a Rússia e a China nada podem fazer para impedir a ação militar americana no continente.
Há uma esperança no ar. Os povos americanos sonham com a liberdade, com a democracia. O Foro de SP sofreu um duro golpe e está baqueado, marcando reunião para avaliar o que pode ser feito. O governo Trump trouxe a esperança de volta. Com cerca de oito milhões de venezuelanos exilados, não havia caso similar no mundo, nem na Ucrânia. Agora muitos já sonham com a possibilidade de voltar ao país.
Se isso será mesmo possível ainda não sabemos. Mas a queda de Maduro era o primeiro passo necessário, e foi dado. Um dia histórico, para qualquer defensor da democracia comemorar. Quem está criticando pode se dizer um democrata, mas não passa de um defensor enrustido de ditaduras comunistas…
Matéria: Gazeta do Povo





