Ouça nossa programação ao vivo 24h!

Clique aqui
Últimas notícias

é o dólar que cai; não o real que se valoriza

O presidente Lula disse recentemente que a oscilação do dólar depende das falas do presidente dos EUA, Donald Trump, e não da seriedade da economia brasileira. Ufa! Ainda bem que o dólar tem sido influenciado por fatores externos, e não pela “seriedade” de nossa economia. Já pensou se o investidor estrangeiro percebesse o elevado risco fiscal do país? Certamente, não estaria no patamar atual.

Porém, Lula não está totalmente errado. O dólar tem caído mais pelo cenário internacional e menos pelo ambiente interno. Na verdade, o dólar perde força em relação a várias moedas. O índice DXY, composto por uma cesta de moedas — euro (57,6%), iene (13,6%), libra (11,9%), dólar canadense (9,1%), coroa sueca (4,2%) e franco suíço (3,6%) — apresentou queda de 10,34% nos últimos 12 meses, comprovando que a desvalorização da moeda norte-americana é global e ligada a uma série de fatores.

O primeiro é o receio de que empresas de inteligência artificial estejam supervalorizadas. Com o risco do estouro de uma bolha de tecnologia, o investidor global diversifica sua carteira em posições fora dos EUA.

O segundo é a política comercial de Donald Trump. Desde o Liberation Day (2 de abril de 2025), o índice DXY caiu 7,14% (até 12/02/2026). O aumento das tarifas protecionistas, aliado ao vai e vem da política comercial de Trump, na qual a barreira alfandegária também se torna uma arma geopolítica, levou os investidores a desconfiar mais da economia americana, migrando parte de sua carteira para a Europa e países emergentes, como Brasil e China.

O terceiro é o risco geopolítico. Além da guerra entre Rússia e Ucrânia, há tensões no Irã, Venezuela e Groenlândia. Como vários conflitos envolvem os EUA direta ou indiretamente, os investidores buscam posições em ouro em vez de dólar.

O quarto é a declaração do governo chinês pedindo que seus bancos diminuam as posições em títulos da dívida norte-americana. Como a China é a terceira maior compradora de títulos públicos dos EUA, uma redução da demanda do gigante asiático por papéis negociados em dólar leva a uma queda da cotação da moeda norte-americana.

VEJA TAMBÉM:

Por fim, o diferencial de taxa de juros entre Brasil e EUA está extremamente elevado. Enquanto a taxa básica de juros por aqui está em 15% a.a., nos EUA ela é de 3,5% a 3,75%. Com essa diferença, aumenta o prêmio para o investidor global aplicar dinheiro na renda fixa brasileira. Com isso, o estrangeiro vende dólares e compra reais para investir em títulos públicos brasileiros. O aumento da oferta de dólares, combinado com a elevação da demanda por reais, leva à desvalorização da moeda norte-americana.

Todas essas variáveis em conjunto explicam a queda do dólar contra o real, o que ajuda a conter as altas dos preços internamente.

A valorização do real perante o dólar nada tem a ver com méritos do atual governo

Pelo contrário, como esta coluna já demonstrou várias vezes, a situação fiscal do Brasil é crítica, com déficits fiscais sucessivos e elevação da dívida pública por políticas econômicas populistas geradas pela atual administração petista, tais como: aumento real do salário mínimo com indexação a benefícios previdenciários; vinculação automática de gastos com saúde e educação às receitas líquidas da União; isenção de imposto de renda até R$ 5.000, sem contrapartida de sustentabilidade das contas públicas; e ampliação de auxílios assistencialistas.

Chama a atenção que o estrangeiro ainda não tenha incluído o risco fiscal no preço do dólar. Talvez o otimismo venha de uma expectativa de vitória da direita ou da percepção de que, em momentos mais críticos da história, aprovamos algumas reformas importantes que deram sobrevida ao país. A forte alta do Ibovespa (2,03%), logo após a pesquisa Genial Quaest mostrar queda na diferença entre Flávio Bolsonaro e Lula, confirma maior otimismo eleitoral (fiscal) com o país.

Se o dólar já cai, apesar de Lula, imagine com um governo comprometido com as reformas fiscais.

Matéria: Gazeta do Povo

Mostrar mais

Gabriel de Melo

Criador, fundador e locutor da Rádio Esperança e também do Blog Palavra de Esperança, tem como objetivo divulgar o evangelho de Cristo par outras pessoas através da Internet por meio dos louvores e da palavra de Deus nas mídias sociais.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo