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O que a captura de Maduro significa para o futuro da Venezuela

Nas primeiras horas de 3 de janeiro, forças militares de elite dos Estados Unidos ingressaram em território venezuelano em uma operação altamente sofisticada e coordenada, capturando o narco-ditador Nicolás Maduro.

A ação concentrou-se exclusivamente na prisão de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que agora estão detidos em uma cela em Nova York, aguardando julgamento. Ao remover Maduro, o presidente Donald Trump eliminou o principal obstáculo para a resolução do pesadelo que a Venezuela vive há anos e para a ameaça regional representada por um regime narco-criminoso.

Durante uma campanha de pressão que durou meses, Maduro recebeu inúmeras ofertas de saída negociada pelos Estados Unidos — que poderiam ter permitido que ele vivesse confortavelmente o resto de seus dias na Turquia ou na Rússia. No entanto, ele recusou ou foi incapaz de aceitar essas propostas.

A remoção de Maduro ainda não pôs fim à narco-ditadura nem à ameaça que ela representa para os Estados Unidos. Na verdade, Delcy Rodríguez, que ocupava o cargo de vice-presidente no regime criminoso de Maduro, foi empossada por um tribunal supremo fantoche como presidente interina.

A prisão de Maduro abalou o status quo na Venezuela, que favorecia a continuidade do regime e a insegurança para os Estados Unidos. Várias questões e incertezas permanecem sobre o que virá a seguir.

Muitos temem que os EUA estejam prestes a iniciar um exercício de construção nacional ao estilo do Iraque, com soldados americanos e recursos dos contribuintes envolvidos em um esforço prolongado e perigoso. Isso não parece ser a intenção de Trump, nem seria necessário para restaurar a estabilidade e a segurança na Venezuela.

De fato, não há registros de tropas americanas em solo venezuelano no momento.

Em vez disso, o governo Trump parece disposto a prosseguir com os esforços anteriores de aplicar pressões econômicas, táticas e diplomáticas contra os remanescentes do narco-regime, facilitando a restauração da estabilidade, da democracia e o fim da ameaça aos Estados Unidos.

Após a remoção de Maduro, essas ferramentas americanas ganham novo fôlego contra os enfraquecidos vestígios do regime; seu uso abre um caminho realista para o fim completo da narco-ditadura e a recuperação da democracia.

Podem ser descartadas as advertências de alguns críticos do governo Trump — a eliminação de Maduro não provocará instabilidade generalizada nem agravará a crise na Venezuela, tampouco desencadeará uma nova onda migratória em massa rumo aos EUA. Não há indícios de que tais efeitos ocorrerão.

Uma vez que a Venezuela se liberte completamente das amarras de duas décadas de narco-ditadura, será necessário um esforço substancial para reconstruir sua economia e restaurar a estabilidade.

No entanto, é importante reconhecer que a Venezuela não é o Iraque, nem a Síria ou a Líbia, apesar das alegações de alguns autoproclamados “especialistas”.

A Venezuela possui profundas raízes democráticas, judaico-cristãs e ocidentais. Esses valores foram subvertidos por um experimento socialista catastrófico que se transformou em regime criminoso, mas as bases permanecem e tornam o retorno à estabilidade muito menos arriscado do que no caso do Iraque.

Além disso, a Venezuela já foi um dos países mais prósperos do mundo, graças em parte à sua integração com a economia americana e aos seus vastos recursos petrolíferos.

Em 1983, a Venezuela foi o primeiro país da América do Sul a construir um sistema de metrô. Esses recursos econômicos e fundamentos podem impulsionar a restauração da estabilidade no país, ao mesmo tempo que reduzem os custos de qualquer apoio da comunidade internacional e dos Estados Unidos.

O impacto geopolítico é inevitável no caso da Venezuela. O território continental americano está tão próximo da Venezuela quanto Nova York está do Texas. Essa proximidade deixou os americanos particularmente vulneráveis à instrumentalização do tráfico de drogas e da migração em massa pelo regime de Maduro.

A proximidade também importa porque o regime transformou o território venezuelano em base de operações para potências extra-hemisféricas hostis, como China, Rússia e Irã.

A captura de Maduro pelos EUA ocorre em um momento crítico no hemisfério ocidental — a América Latina vive atualmente uma retomada de lideranças conservadoras e pró-americanas, com eleições recentes na Argentina, no Chile, na Bolívia, no Equador e em outros países.

Os novos líderes dessas nações serão parceiros indispensáveis no apoio e na garantia de esforços para reconstruir a Venezuela e assegurar sua estabilidade.

Como esses países sofreram intensamente com a crise de migração narco-armada promovida pela Venezuela, terão interesse especial em apoiar as iniciativas americanas. Junto aos EUA, serão especialmente importantes caso haja necessidade de uma força de segurança estabilizadora em solo, mas também no avanço da reconstrução de instituições públicas e infraestrutura.

Como em qualquer crise complexa e fluida como esta, não é possível prever com exatidão o caminho exato e o futuro da Venezuela. No entanto, o que é claro é que a situação no país e suas perspectivas de estabilidade melhoraram dramaticamente graças à decisão de Trump de capturar Maduro.

Andrés Martínez-Fernández é analista sênior de políticas para a América Latina no Centro Allison para Segurança Nacional da The Heritage Foundation.

©2025 The Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês: Here’s What Maduro’s Capture Means

Matéria: Gazeta do Povo

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Gabriel de Melo

Criador, fundador e locutor da Rádio Esperança e também do Blog Palavra de Esperança, tem como objetivo divulgar o evangelho de Cristo par outras pessoas através da Internet por meio dos louvores e da palavra de Deus nas mídias sociais.

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