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Oscar de melhor escândalo

Wagner Moura é o Brasil no Oscar. Será? Que Brasil? Em entrevista no talk show de Jimmy Kimmel, o ator agradeceu, em inglês, a Bolsonaro pela realização de “O agente secreto”. Ele diz que, de 2018 a 2022, o Brasil esteve sob um governo fascista — e isso inspirou a realização do filme. O Brasil de Wagner é outro.

O eterno Capitão Nascimento é amigo de Lula. Esse é o Brasil dele. Nesse Brasil, Wagner frequenta o palácio do governo. Vorcaro também já esteve lá algumas vezes. Cada um com seus propósitos.

“O agente secreto” teve financiamento de várias fontes, inclusive estrangeiras. Tudo correto, proporcional ao prestígio do protagonista. Uma dessas fontes foi o Fundo Setorial do Cinema Brasileiro, administrado pelo poder público.

Wagner obteve 7,5 milhões de reais. Ele não vê problema em ser um frequentador do palácio, um amigo do presidente e ser escolhido pelo governo para receber uma verba expressiva como essa.

Não há ilegalidade. E, se está normalizado cachê para titular de ministério pago por quem tem interesses no governo, ninguém mais haverá de se constranger com nada.

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Claro que ele não consegue citar ameaças às liberdades entre 2018 e 2022, quando diz que a liderança fascista tomou conta do país. Também não cita as alianças do PT com ditaduras, nem o pedido de Lula para que o presidente da China envie alguém para ajudá-lo a regular as redes no Brasil.

Nenhuma palavra sobre o povo massacrado no Irã ou na Venezuela, tiranias sintonizadas com o petismo. Nenhuma palavra também sobre seu próprio filme, que lhe rendeu a indicação ao Oscar — e que, afinal, era o motivo da entrevista. Wagner queria falar de Bolsonaro.

“Ele é anti-gays, anti-mulheres, anti todo mundo”, disse Jimmy Kimmel, como se soltasse um panfleto com acusações que lhe deram na telha. O entrevistado aprovou o show de leviandade e completou que Bolsonaro é o Trump brasileiro. Com a diferença de que “o nosso Trump está preso”, emendou o ator, morrendo de rir.

O deboche e a zombaria são permitidos em sociedades livres. Já a possibilidade de crítica a regimes como o que hoje governa o Brasil não tem sido algo tão tranquilo e seguro como a pilhéria de Wagner. Qual Brasil irá ao Oscar? Depende de quantos escândalos caibam debaixo do tapete vermelho.

Matéria: Gazeta do Povo

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Gabriel de Melo

Criador, fundador e locutor da Rádio Esperança e também do Blog Palavra de Esperança, tem como objetivo divulgar o evangelho de Cristo par outras pessoas através da Internet por meio dos louvores e da palavra de Deus nas mídias sociais.

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