Trump volta a criticar o papa Leão XIV

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o papa Leão XIV, por meio de um post na rede Truth Social na madrugada desta quarta-feira (15).
“Será que alguém poderia, por favor, informar ao papa Leão XIV que o Irã matou pelo menos 42 mil manifestantes inocentes e completamente desarmados nos últimos dois meses, e que o Irã possuir uma bomba nuclear é absolutamente inaceitável? Agradeço a atenção dispensada a este assunto. A América está de volta!”, disse Trump.
Em post na Truth Social no domingo (12), Trump havia afirmado que não quer “um papa que ache aceitável o Irã ter armas nucleares”, “que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela” e “que critique o presidente dos Estados Unidos”, em referência aos comentários de Leão XIV pedindo uma desescalada militar nos países persa e sul-americano (neste, após a operação americana que capturou o ditador Nicolás Maduro em janeiro).
Após o primeiro post de Trump, Leão XIV disse que não entrará “em debates”. “Não tenho medo do governo Trump, nem de falar abertamente sobre a mensagem do Evangelho, que é o que acredito ser minha missão, a missão da Igreja. Não somos políticos, não lidamos com política externa da mesma perspectiva que ele. Mas acredito na mensagem do Evangelho, como um pacificador”, disse o papa a jornalistas.
Na segunda-feira (13), Trump voltou a falar do assunto e disse não ver motivos para se desculpar com Leão XIV.
“Ele está errado em relação a essas questões”, disse o presidente americano, em entrevista à CBS News. “Não acho que ele deva se envolver em política. Acho que ele provavelmente aprendeu isso com essa experiência.”
O vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, que é católico, manifestou apoio a Trump e disse que “seria melhor para o Vaticano se ater a questões de moralidade” em entrevista à emissora Fox News.
“Se ater a questões como o que está acontecendo na Igreja Católica e deixar o presidente dos Estados Unidos ditar as políticas públicas americanas. Mas quando há conflito, há conflito”, acrescentou o vice, que disse que não está se “preocupando muito” com o assunto.
Matéria: Gazeta do Povo





