Gilson Machado processa deputado do PL em meio a tensão envolvendo Senado


Em meio à tensão que envolveu sua saída do PL para o Podemos, o ex-ministro do Turismo durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), Gilson Machado, protocolou um pedido de explicações no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado federal Coronel Meira (PL-PE), por uma fala em que o parlamentar acusa o pré-candidato a deputado federal pelo Podemos de Pernambuco de ter “vendido” o ex-presidente por R$ 10 milhões. Protocolado na última segunda-feira (9), o caso foi distribuído ao ministro Gilmar Mendes.
“Gilson Machado vendeu Messias, Jair Messias Bolsonaro, por mais de 10 milhões de reais. Então é um projeto único dele. Tá certo. De pegar recursos. Tá com não sei quantos shows de banda aí, que a governadora Raquel Lyra deu a ele. Quinze shows da banda Brucelose”, afirmou Meira. Para Machado, a frase pode sugerir que houve favorecimento indevido por meio de seu grupo musical.
Em outro trecho mencionado na petição, o ex-ministro cita um comentário do parlamentar envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. “Engraçado que Xandão retirou as restrições dele na mesma data que ele assinou com o Podemos”, disse.
O ex-ministro disse que tinha o aval de Bolsonaro para concorrer ao Senado pelo partido comandado por Valdemar Costa Neto, mas que foi preterido pela cúpula no estado. Em Pernambuco, o PL lançará seu presidente estadual, Anderson Ferreira. Com isso, ele abandonou a legenda, por “não querer estar em um lugar em que não cabe” .
O Código Penal concede o direito de pedir explicações em juízo no caso de expressões que contenham interpretações que podem caracterizar crime contra a honra. Caso as explicações não façam sentido, aquele que se sentiu ofendido pode pedir uma condenação criminal, além de indenização por danos morais.
A Gazeta do Povo entrou em contato com Coronel Meira. O parlamentar prometeu maiores detalhes, mas reforçou a fala de que Gilson teria “vendido” Bolsonaro, atribuindo ao ex-ministro a responsabilidade de explicar o motivo de tal venda “a um partido de esquerda”.
Matéria: Gazeta do Povo





